A herdeira do trono… ( parte um)

Oi gente, tudo bom? Hoje, eu vim divulgar o post da história que havia prometido a vocês, espero que gostem:

A herdeira do trono

Um barulho vindo da porta me acordou. Esfreguei os olhos com as mãos e fiquei me perguntando quem seria àquela hora da noite, levantei-me e fui atendê-la.

Era Olávio, o conselheiro real de meu pai.

– O que foi? – perguntei após um bocejo.

– Más notícias. – respondeu ele tristemente. – Acho melhor se sentar, vossa alteza, isso pode ser um pouco devastador.

As palavras dele atravessaram o meu coração, como lanças, tinha um pressentimento que algum de muito ruim tinha acontecido.  Acendi uma vela e coloquei na mesa de canto do quarto, convidei Olávio a se sentar, sentei-me na outra cadeira. Ficamos nos encarando por um momento até ele dizer:

– Seu pai… – sua voz mal saía- Ele faleceu em combate.

Cai da cadeira, lágrimas escorreram de meus olhos, tentei gritar, mas não conseguia ao menos falar. Um filme de lembranças doces com meu pai passou-se em minha cabeça, era um homem tão bom e justo, como ele poderia ter morrido? Olávio ajudou-me a levantar e me colocou em minha cama.

Eu balançava para frente e para trás sem parar, estava em estado de choque. Reuni forças e perguntei:

– Como assim?

– Ele liderava uma patrulha nos arredores da fortaleza quando eles foram atacados por um grupo de inimigos, seu pai comandou-os até onde pode, mas estava ferido demais, caiu do cavalo e foi atingido por um golpe certeiro. Meus pêsames, senhorita Suzana. Agora tu és órfã.

Senti um calafrio pelo corpo, lembrei-me de minha mãe, ela morreu de uma doença grave quando eu tinha apenas sete anos.

– Preciso de água. – pedi fraca.

Ele trouxe-me um copo, bebi e depois pedi que me deixasse sozinha.

Não consegui dormir o resto da noite, fiquei chorando em silêncio, mau percebi que o dia já raiava e que eu precisava me levantar e providenciar o funeral digno de um rei ao meu pai. Coloquei um vestido de seda preta, trancei meus longos cabelos loiros e amarrei-os com um fitilho preto, calcei sapatos fechados e abri as cortinas do quarto. A luz do Sol fez arder meus olhos. Sai do quarto e comecei a descer as escadas que davam para a sala principal do palácio, sabia que teria de enfrentar as pessoas me desejando condolências a todo o momento e me lembrando de que alguém especial a mim havia partido…

Continua…

Imagem

Espero que tenham gostado e que acompanhem,

Bjs,

❣ ⓛⓞⓥⓔ ❣

 

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